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O Pescador e o Gênio
Peça infantil - trilha e texto dos Tatits Share in Facebook Share in Orkut Share in MySpace Share in LinkedIn Share in Digg Share in Delicious

O PESCADO E O GÊNIO
Peça infantil traz interpretação, trilha e texto dos Tatits
13 de maio a 24 de junho. Domingos, duas sessões, no Sesc Pinheiros
Trilogia dos Andarilhos mostra histórias do Oriente com linguagem lúdica
Com mímica, Abigail Tatit e Marcelo Pessoas fazem do “drama” das Mil e Uma Noites brincadeira

PARÁBOLA DE CLÁSSICO UNIVERSAL TEM ENCENAÇÂO DA FAMÌLIA TATIT



A peça infantil O Pescador e o Gênio, de Abigail Tatit e Marcelo Pessoa, entra em cartaz no Sesc Pinheiros, em 13 de maio. Apresentações aos domingos, em dois horários, 15h e 17h, até 24 de junho (mais duas extras no feriado 7 de junho). Trata-se da segunda parte da Trilogia dos Andarilhos, que conta histórias do Oriente para crianças, com mímica e música. A trilha original é do violonista Jonas Tatit e os figurinos são de Isabela Teles, que bolou as roupas do Castelo Ratimbum e da Ilha Ratimbum (ambos da TV Cultura). O escritor e letrista Zé Tatit fez a adaptação do conto original homônimo que integra o Livro das Mil e Uma Noites, em parceria com os atores.

Mesclando teatro físico, pantomima, clown e dança, os intérpretes e criadores Abigail Tatit e Marcelo Pessoa dão vida a cinco personagens. A preparação clown foi feita pela diretora e atriz Bete Dorgam (que dirigiu o projeto Senta Que Lá Vem Comédia, da TV Cultura). A linguagem bem-humorada permeia todo o espetáculo. O comecinho apresenta o cotidiano de dois andarilhos - personagens atemporais e ingênuos, que andam pelo mundo contando histórias e intitulam a trilogia.

Na segunda parte, transformando uma carroça em barco, eles resolvem pescar. Fisgam uma garrafa velha, que os lembra de O Pescador e o Gênio. É a deixa. Para contar esta história do Livro das Mil e Uma Noites, eles vivem os personagens da narração de forma lúdica. Primeiro, incorporam o pobre pescador já de certa idade (Abigail Tatit) e um pássaro falador (Marcelo Pessoa). Inspirado no poema O Albatroz, de Charles Baudelaire, o personagem, com grandes asas que o deixam desajeitado, foi desenvolvido exclusivamente pelos atores na adaptação.

No Livro das Mil e Uma Noites, contar histórias de um jeito maravilhoso para preservar a própria vida é o destino de Sherazade. Talentosa, ela mantém a curiosidade do Sultão que a escuta, evitando que a mate. “Tanto na voz dela como nas dos andarilhos da encenação, o enredo do Pescador é envolvente e mostra a importância da inteligência frente à força na luta contra a submissão”, diz a atriz Abigail Tatit.

A trama é a seguinte: o Pescador, azarado, só fisga lixo do mar, como uma garrafa. Ao abri-la, o Gênio (Marcelo Pessoa), que é cruel, escapa e decide mata-lo. A caracterização do ifrit  feita pela figurinista Isabela Teles tem sapatos plataforma de 20 cm de altura, conferindo grandiosidade à imagem; enquanto fumaça e efeitos de luz dão o tom mágico da sua aparição. Quando se encontra dentro da garrafa, o personagem surge como em um “teatro de sombra”.

Diante da morte, o Pescador pensa em um plano para prender o Gênio novamente: diz duvidar que coubesse na garrafa e ele “entra”. Imediatamente é aprisionado; e o astuto a atira em alto mar para que ninguém a encontre. “O principal ensinamento da peça é o valor do argumento, da imaginação, da ação pela persuasão e da busca por soluções para dificuldades pela astúcia”, fala o ator e bailarino Marcelo Pessoa.

TRILOGIA
Passar mensagens educativas para crianças é uma das propostas da Trilogia dos Andarilhos, que tem como tripé a dramaturgia lúdica, o teatro físico e a música. O espetáculo anterior, O Vaso Vazio (que cumpriu temporada no Sesc em 2010 e 2011) mostrou a busca de um imperador chinês (Marcelo Pessoa) por um sucessor, embalada pela trilha de Zé, Paulo e Jonas Tatit.
Para encontrar o herdeiro, ele pede às crianças para plantar uma flor; quem conseguir a mais bonita será o preferido. Chang (Abigail Tatit) faz de tudo, mas não nasce nada. O menino leva o vaso vazio para o Imperador; enquanto a criançada exibe lindas flores. Detalhe que fez toda a diferença: as sementes distribuídas estavam propositalmente queimadas e por ser o único a mostrar a verdade, Chang é o escolhido.

A próxima parte da trilogia, que deve estrear no segundo semestre, em São Paulo, vem da África: fala sobre o mito de Iroko. O relato foi tirado do livro Mitologia dos Orixás  (Companhia das Letras, 2001), do sociólogo Reginaldo Prandi.  No começo dos tempos, a primeira árvore plantada foi Iroko (Marcelo Pessoa) e nela morava seu espírito capaz de mágicas para o bem e para o mal. Numa época, em que nenhuma das mulheres da aldeia engravidava, elas recorreram aos seus poderes. Suplicaram filhos e em troca dariam milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros.

Olurombi (Abigail Tatit) não tinha nada daquilo para dar e prometeu entregar o primeiro filho que tivesse. Nove meses se passaram e a aldeia ganhou muitos recém-nascidos. As mães levaram suas prendas; Olurombi quebrou a promessa e foi transformada por Iroko em um pássaro. Para acabar com a magia, seu marido esculpiu uma bela cópia do filho em madeira. Poliu, pintou, preparou o boneco com a água perfumada das ervas sagradas e o vestiu com as melhores roupas do menino. Quando ele entregou o garoto de pau a Iroko, Olurombi voltou à forma de mulher.

Duração: 50 minutos
Recomendação etária: Livre (principalmente de 4 a 10 anos)

PARA ROTEIRO
Temporada: de 13 de maio a 24 de junho. Domingos às 15h e às 17h. Sessões extras no feriado 7 de junho, às 15h e às 17h. SESC Pinheiros, (SP), Rua Paes Leme, 195 - Auditório, 3º andar. 101 lugares.
Ingressos: R$ 8,00; R$ 4,00 (usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R$ 2,00 (comerciários e trabalhadores em empresas do comércio de bens, serviços e turismo).
Horário de funcionamento da bilheteria: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, das 10h às 21h30, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Tel.: (11) 3095-9400.

Estacionamento: teatro, preço único de R$ 6,00

Breve perfIl - DeLivre DeLírios
O bailarino e ator Marcelo Pessoa e a atriz e diretora Abigail Tatit (que fez a assistência de direção dos espetáculos da Palavra Cantada) se uniram para aprofundar o treinamento e as pesquisas em mímica, teatro físico e clown. Em 2009 iniciaram o processo de criação da peça O Vaso Vazio, primeiro trabalho da Trilogia dos Andarilhos e do Grupo DeLivre DeLírios.

A peça estreou no Sesc Pompéia e cumpriu temporada no Sesc Ipiranga, em 2011. Desde então trabalham juntos na sede do grupo no Teatro Querosene, no Morro do Querosene.
Em novembro de 2011 fizeram uma pré-estreia de O Pescador e o Gênio, depois cumpriram temporada de março a abril no Sesc Ipiranga.
Atualmente desenvolvem a terceira peça que finaliza a trilogia, com estreia prevista para o segundo semestre de 2012.

Ficha técnica
Atores/criadores: Abigail Tatit e Marcelo Pessoa
Direção: Grupo DeLivre DeLírios
Texto adaptado: Zé Tatit
Figurino: Isabela Teles e Edson Braga
Trilha sonora: Jonas Tatit
Preparação clown: Bete Dorgam
Adereços: Taissa Montiel Castro
Iluminação: Marcutti
Fotos: Inês Bonduki
Operação de Som: Eliana Vaz
Produção: Grupo DeLivre DeLírios

Luciana Cassas e Lica Nielsen
Assessoria de imprensa
Tels.: (11) 2478-3850 e 9153-2668
E-mail: licaelu@gmail.com

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